Pastoral da Cultura
Paróquia São João Batista (Macaé/RJ)
domingo, 21 de novembro de 2010
Consciência Negra: Biko fala sobre os africanos
Biko fala sobre africanos
Their Sufferings & Black Consciousness Seus sofrimentos e da Consciência Negra
Black Consciousness & Singularity of Purpose Consciência Negra e Singularidade de Propósito
By Black Consciousness I mean the cultural and political revival of an oppressed people. Por Consciência Negra refiro-me ao renascimento cultural e político de um povo oprimido. This must be related to the emancipation of the entire continent of Africa since the Second World War. Isto deve ser relacionado para a emancipação de todo o continente da África desde a Segunda Guerra Mundial. Africa has experienced the death of white invincibility. África tem experimentado a morte de invencibilidade branco. Before that we were conscious mainly of two classes of people, the white conquerors and the black conquered. The black in Africa now know that the whites will not be conquerors forever. Antes disso, estávamos conscientes principalmente de duas classes de pessoas, os conquistadores brancos e os negros conquistaram. O negro na África sabe agora que os brancos não serão sempre vencedores.
I must emphasize the cultural depth of Black Consciousness. Devo enfatizar a profundidade cultural da Consciência Negra. The recognition of the death of white invincibility forces blacks to ask the question: "Who am I? Who are we?" O reconhecimento da morte de negros forças branco invencibilidade de fazer a pergunta: "Eu? Quem Quem somos? Sou" And the fundamental answer we give is this: "People are people!" E a resposta fundamental que nós damos é esta: "Pessoas são pessoas!" so "black" Consciousness says: "Forget about the color!" tão negra "Consciência", diz: "Esqueça a cor!" But the reality we faced ten to fifteen years ago did not allow us to articulate this. Mas a realidade que enfrentamos dez a quinze anos atrás, não nos permitem articular isso. After all, the continent was in a period of rapid decolonization, which implied a challenge to black inferiority all over Africa. Afinal, o continente estava em um período de descolonização rápida, o que implicava um desafio para a inferioridade negra por toda a África.
This challenge was shared by white liberals. So for quite some time the white liberals acted as the spokesmen for the blacks. Este desafio foi compartilhada por liberais brancos. Então, há algum tempo os liberais brancos atuou como porta-vozes dos negros. But then some of us began to ask ourselves: "Can our liberal trustees put themselves in our place?" Mas então alguns de nós começamos a nos perguntar: "o nosso liberal colocar curadores se em nosso lugar? Can" Our answer was twofold: "No! They cannot." Nossa resposta foi duplo: "Não, não! Eles podem". And: "As long as the white liberals are our spokesmen, there will be no black spokesmen." E mais: "enquanto os brancos são liberais nossos porta-vozes, não haverá preto. Como porta-vozes" It is not possible to have black spokesmen in a white context. Não é possível ter porta-vozes do negro em um contexto de branco.
This was realized readily in many black countries outside of South Africa. Esta foi realizada rapidamente em muitos países negra fora da África do Sul. But what did we have here? The society as a whole was divided into white and black groups. This forced division had to disappear, and many nonracist groups worked toward that end. Mas o que temos aqui? A sociedade como um todo foi dividido em grupos de brancos e negros. Esta divisão forçada teve a desaparecer, e muitos grupos não-racista trabalhou para esse fim. But almost every nonracist group was still largely white, notably so in the student world. Mas quase todos os grupos não-racista ainda era majoritariamente branca, especialmente assim no mundo estudantil. thus here we were confronted with the same shortcoming: the context of getting rid of white-black tensions was still a white context. assim, aqui estávamos confrontados com o mesmo defeito: o contexto de se livrar de tensões preto branco ainda era um quadro branco.
So we realize that blacks themselves had to speak out about the black predicament. Então, percebemos que os próprios negros tinham que falar sobre a situação negra. We could no longer depend upon whites answering the question: "Who are we?" There had to be a singularity of purpose in that answer. the white trustees would always be mixed in purpose. Nós já não podia depender brancos respondendo a pergunta: "somos nós? Quem" Tinha que haver uma singularidade de propósito em que a resposta finalidade. Curadores branco seria sempre misturado.
Black Consciousness & Western Christianity Consciência Negra e cristianismo ocidental
I grew up in the Anglican church, so this matter is an important one for me. Eu cresci na Igreja Anglicana, por isso este assunto é importante para mim. But it is a troublesome question, for in South Africa, Christianity for most people is purely a formal matter. Mas é uma questão problemática, na África do Sul, o cristianismo para a maioria das pessoas é uma questão puramente formal. We as blacks cannot forget the fact that Christianity in Africa is tied up with the entire colonial process. Nós, como os negros não se pode esquecer o fato de que o cristianismo em África está amarrado com o colonial todo o processo. This meant that Christian came here with a form of culture which they called Christian but which in effect was Western, and which expressed itself as an imperial culture as far as Africa was concerned. Isto significa que Christian veio aqui com uma forma de cultura que eles chamaram de Christian, mas que na verdade era ocidental, e que se expressa como uma cultura imperial, tanto quanto a África estava em causa.
Here the missionaries did not make the proper distinctions. Aqui os missionários não fazer as distinções adequada. This important matter can easily be illustrated by relatively small things. Esta importante questão pode ser facilmente ilustrado por pequenas coisas relativamente. Take the question of dress, for example. Tomemos a questão do vestido, por exemplo. When an African became Christian, as a rule he or she was expected to drop traditional garb and dress like a Westerner. Quando um Africano tornou-se cristão, como uma regra, ele ou ela era esperada cair traje tradicional e vestido como um ocidental. The same with many customs dear to blacks, which they were expected to drop for supposed "Christian" reasons while in effect they were only in conflict with certain Western mores. O mesmo acontece com muitos costumes caro para os negros, que eram esperados para largar por uma suposta "cristão" razões, enquanto na verdade eles eram apenas em conflito com alguns hábitos ocidentais.
Moreover, although the social hierarchy within the church was a white/black hierarchy, the sharing of responsibility for church affairs was exclusively white. Além disso, embora a hierarquia social dentro da igreja era um preto / branco hierarquia, a partilha da responsabilidade dos assuntos da igreja era exclusivamente branco. This meant that the nature especially of the mainline churches was hardly influenced by black fact. Isto significa que a natureza especial das principais igrejas não era influenciada pelo fato preto. It cannot be denied that in this situation many blacks, especially the young blacks, have begun to question Christianity. Não se pode negar que, nessa situação muitos negros, especialmente os jovens negros, começaram a questionar o cristianismo. the question they ask is whether the necessary decolonization of Africa also requires the de-Christianization of Africa. a pergunta que fazem é se necessária a descolonização da África exige também a de cristianização da África.
The most positive facet of this questioning is the development of "black" theology does not challenge Christianity itself but its Western package, in order to discover what the Christian faith means for our continent. O aspecto mais positivo deste questionamento é o desenvolvimento de preto "teologia" não contesta o cristianismo em si, mas seu pacote ocidental, a fim de descobrir o que a fé cristã significa para o nosso continente.
Black Consciousness & Black People's Convention Consciência Negra e Popular da Convenção Preto
In the 1960s, the African Congress had been banned, so the main realities we were confronted with were the power of the police and the leftist noises of the white liberals. Na década de 1960, o Congresso Africano tinha sido proibido, por isso as realidades principais fomos confrontados com o poder de foram a polícia e os ruídos de esquerda dos liberais brancos. Faced with these realities, we had to solve the question of how a new consciousness could take hold of the people. Confrontado com estas realidades, tínhamos de resolver a questão de como uma nova consciência poderia tomar posse do povo.
The government controlled the schools. O governo controlava as escolas. There was a low output from the schools as far as Black Consciousness was concerned. Houve uma baixa saída das escolas, tanto quanto Consciência Negra estava em causa. We knew we had to seek for participation among the intelligentsia. Sabíamos que tínhamos de buscar a participação entre os intelectuais. But we also knew that the intelligentsia tend to look upon the masses as tools to be manipulated by them, so the change of consciousness among graduates of the black universities that we sought focused on an identification of intellectuals with the needs of the black community. Mas também sabíamos que os intelectuais tendem a olhar para as massas como ferramentas para ser manipulado por eles, então a mudança de consciência entre os diplomados das universidades negras que buscamos focado na identificação dos intelectuais com as necessidades da comunidade negra.
Here lies the origin of SASO--the South African Student Organization. Aqui reside a origem da SASO - o Sul Africano Student Organization. It challenged the injustice of the existing structures, but it did this in a new way. Ela desafiou a injustiça das estruturas existentes, mas fez isso de uma maneira nova. As a matter of fact, since we stressed Black Consciousness and the relation of the intellectuals with the real needs of the black community, we were at first regarded as supporters of the System. Por uma questão de fato, uma vez que a Consciência Negra e destacou a relação dos intelectuais com as necessidades reais da comunidade negra, que estavam na primeira considerados apoiantes do Sistema. The liberals criticized us and the conservatives supported us. Os liberais nos criticaram e os conservadores nos apoiaram. But this did not last very long. It took the government four years to take measures against us. Mas isso não durou muito tempo. Demorou quatro anos o governo a tomar medidas contra nós. Even today we are still accused of racism. Até hoje ainda somos acusados de racismo. This is a mistake. Este é um erro.
We know that all interracial groups in South Africa are relationships in which whites are superior, blacks inferior. Sabemos que todos os grupos inter-raciais na África do Sul são os relacionamentos em que os brancos são superiores, os negros inferiores. So, as a prelude, whites must be made to realize that they are only human, not superior. Então, como um prelúdio, os brancos devem ser feitas para perceber que eles são apenas humanos, não superior. Same with blacks. Mesmo com os negros. They must be made to realize that they are also human, not inferior. Eles devem ser feitos para perceber que eles também são humanos, não inferior. For all of us this means that South Africa is not European, but African. Para todos nós, isto significa que a África do Sul não é europeu, mas Africano.
Gradually this began to make sense. Aos poucos, isso começou a fazer sentido. Black Consciousness gained momentum, but we were still faced with the practical issue that the people who were speaking were mainly students and graduates. Consciência Negra ganhou força, mas ainda éramos confrontados com a questão prática que as pessoas que falavam eram principalmente estudantes e graduados. There was no broad debate. Não houve amplo debate. For this reason we had to move from SASO to the organization of the Black People's Convention so that the masses could get involved in the development of a new consciousness. Por este motivo tivemos que mudar de SASO para a organização do Povo Negro Convenção para que as massas podem se envolver no desenvolvimento de uma nova consciência.
The BPC was established in 1972. O BPC foi estabelecido em 1972. It was then that the government began to go into action. Foi então que o governo começou a entrar em ação. It banned individual leaders of the BPC. É proibido líderes individuais do BPC. But today the BPC is getting wide support. Mas hoje o BPC está recebendo amplo apoio. the people are willing to sacrifice for it, with their money and with their time, as you can see from the packed courtrooms at trials of black leaders and inquests into their "mysterious" deaths in backrooms of police stations. as pessoas estão dispostas a sacrificar por ele, com seu dinheiro e com seu tempo, como você pode ver nas salas de audiência embalada em julgamentos de líderes negros e inquéritos em seu "misterioso" mortes em bastidores das delegacias de polícia.
In a sense, the Black people's Convention is the most powerful organization among blacks, but this is hard to determine exactly, since the ANC and the PAC are banned as organizations, which means that they have a kind of generation-gap problem: there is a whole generation now that has not been influenced by the ANC and the PAC. Em certo sentido, Black pessoas a Convenção é a poderosa organização mais entre os negros, mas isso é difícil determinar exatamente, uma vez que o ANC eo PAC estão proibidas as organizações, o que significa que eles têm uma espécie de fosso problema de geração: não há toda uma geração agora que não tenha sido influenciado pelo ANC e do PAC. In any case, the actual identification of people with the BPC is strong. Em qualquer caso, a identificação real de pessoas com o BPC é forte. When I put it this way, I do not want to give the impression that the relation between these organizations is one of competition. There will be one movement of revolt against the system of injustice. Quando eu colocar desta forma, eu não quero dar a impressão de que a relação entre estas organizações é um dos competição. Haverá um movimento de revolta contra o sistema de injustiça. To be sure, there are the usual divisions due to background, but in terms of the revolution there is unity. Para ter certeza, existem as divisões habituais devido ao fundo, mas em termos de revolução não há unidade.
Communism or Communialism Comunismo ou Communialism
We within the BPC have made up our minds that we must operate within the confines of the law or we will not operate at all. Estamos dentro do BPC têm feito as nossas mentes que temos de operar dentro dos limites da lei ou que não funcionará em todos. This means that the BPC is not and cannot be a communist organization. Isso significa que o BPC não é e não pode ser uma organização comunista. To some extent organizations can operate underground, but for our kind of organization it is much more effective to work openly aboveground. Até certo ponto as organizações podem operar no subsolo, mas para o nosso tipo de organização é muito mais eficaz trabalhar abertamente aérea. Moreover, an aboveground movement must have an element of compromise about it, and we look upon that as an advantage. Além disso, um movimento acima do solo deve ter um elemento de compromisso sobre isso, e olhamos para isso como uma vantagem.
Further, a Communist in South Africa today will be an instrument of Moscow, not of the black people. Além disso, um na África do Sul hoje Comunista será um instrumento de Moscou, não do povo negro. Some Marxists are more pliable, more realistic. Alguns marxistas são mais flexíveis, mais realista. but then we have to know precisely about whom we are talking. mas então temos que saber exatamente de quem estamos falando. While the BPC is nonviolent, it should not be forgotten that we are part of a movement which will be confronted with new situations that may require different strategies. Enquanto o BPC é pacífica, não se deve esquecer que somos parte de um movimento que vai ser confrontado com novas situações que podem exigir estratégias diferentes. We begin with the assumption that rapproachement is necessary. Nós começamos com a suposição de que rapproachement é necessário. The BPC is not a third wing among the blacks, next to the ANC and the PAC. O BPC não é uma asa em terceiro lugar entre os negros, ao lado do ANC e do PAC.
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The Black Consciousness movement does not want to accept the dilemma of capitalism versus communism. O movimento da Consciência Negra não quer aceitar o dilema do capitalismo versus comunismo. It opts for a socialist solution that is an authentic expression of black communialism. Ele opta por uma solução socialista que é uma autêntica expressão da communialism preto. At the present stage of our struggle it is not easy to present details of this alternative, but it is a recognition of the fact that a change the system. Na fase actual da nossa luta não é fácil apresentar detalhes dessa alternativa, mas é um reconhecimento do fato de que uma mudança do sistema. In our search for a just system we know that the debate about economic policy cannot be "pure," completely separate from existing systems. Em nossa busca por um sistema justo, sabemos que o debate sobre a política econômica não pode ser "pura", completamente independente dos sistemas existentes.
In our writings we at times speak of collective enterprises because we reject the individualistic and capitalist type of enterprises. Em nossos escritos que às vezes falam de empreendimentos coletivos porque rejeitamos o tipo individualista e capitalista das empresas. But we are not taking over the Russian models. Mas nós não estamos tendo em relação aos modelos russos. I must emphasize that in our search for new models we are necessarily affected by where we are today. Devo salientar que em nossa busca por novos modelos que são necessariamente afectadas por onde estamos hoje. For this reason also it is impossible to present details about the transition stage that will be here after the dissolution of white domination. Também por esta razão, é impossível apresentar detalhes sobre a fase de transição que vai estar aqui após a dissolução da dominação branca. It is far too early for that. É muito cedo para isso.
Source: Donald Woods. Biko . Fonte: Donald Woods. Biko . New York: Henry Holt & Company, 1987. New York: Henry Holt & Company, 1987.
Steve Biko: Consciência Negra na África do Sul
Edited by Miliard Arnold Editado por Arnold Miliard
In May 1976, nine Blacks were arrested in South Africa and charged with terrorism for having 'thoughts' unacceptable to the regime. Em maio de 1976, nove negros foram presos na África do Sul e acusados de terrorismo por ter "pensamentos" inaceitável para o regime. Bantu Stephen Biko, that country's most important Black leader, stepped forward to testify on their behalf and thus broke the ban on his public speaking. Bantu Stephen Biko, esse país é o mais importante líder negro, se apresentou para testemunhar em seu nome e, assim, quebrou a proibição do seu discurso público.
In the late 1960s, Biko had founded the Black Consciousness movement, which called for the psychological and cultural liberation of the Black mind as a precondition to political freedom; the movement spread rapidly among students and the masses, and his goal of using group pride to break the strangle hold of White oppression was partly realized by the time that his colleagues were placed on trial. No final dos anos 1960, Biko fundou o movimento da Consciência Negra, que apelou para a libertação psicológica e cultural da mente Negro como uma condição prévia para a liberdade política, o movimento se espalhou rapidamente entre os estudantes e as massas, e sua meta de utilização de orgulho grupo quebrar o estranguladas de opressão Branco foi parcialmente realizada no momento em que seus colegas foram colocados em julgamento.
Biko's courageous and delicate testimony, recorded here in the dramatic format of direct and cross examination, explores almost every issue in South Africa and..shows something of Biko's brilliance, humor, vision and quickness of mind. delicado testemunho de coragem e Biko, gravado aqui no formato dramático da cruz e exame direto, explora quase todas as questões na África do Sul. .. e mostra algo de seu brilho Biko, humor, visão e agilidade da mente. This was to be his last public statement. Esta seria sua última declaração pública. In Sept. 1977, Bantu Stephen Biko was murdered in a South African jail. — Random House Em setembro 1977, Bantu Stephen Biko foi assassinado em uma prisão Sul Africano -. Random House
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This book is an excellent source for seeing the experience of apartheid from which the theory of black consciousness emerged. Este livro é uma excelente fonte para ver a experiência do apartheid a partir do qual a teoria da consciência negra surgiu. Biko lucidly articulates both the people and the regime he found himself in conflict with, and parallel's between his appraisal and his idea's are made clear. Biko lucidamente articula tanto o povo quanto o regime viu-se em conflito com, e paralelo entre a sua apreciação e sua idéia são feitos claro. A must read for anyone who wants to get a full understanding of black consciousness.— Amazon Customer Uma leitura obrigatória para quem quer ter uma compreensão completa da consciência negra .- Amazônia Cliente
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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Steve Bantu Biko (18 de dezembro de 1946 - 12 de setembro de 1977) foi um conhecido ativista do movimento anti-apartheid na África do Sul, durante a década de 1960.
Ficheiro:Steve Biko.jpg
Insatisfeito com a União Nacional de Estudantes Sul-africanos (National Union of South African Students), da qual era membro, participou da fundação, em 1968, da Organização dos Estudantes Sul-africanos (South African Students' Organisation). Em 1972, tornou-se presidente honorário da Convenção dos Negros (Black People's Convention).
Em março de 1973, no ápice do regime de segregação racial (Apartheid), foi "banido" , o que significava que Biko estava proibido de comunicar-se com mais de uma pessoa por vez e, portanto, de realizar discursos. Também foi proibida a citação a qualquer de suas declarações anteriores, tivessem sido feitas em discursos ou mesmo em simples conversas pessoais.
Em 6 de setembro de 1977 foi preso em bloqueio rodoviário organizado pela polícia. Levado sob custódia, foi acorrentado às grades de uma janela da penitenciária durante um dia inteiro e sofreu grave traumatismo craniano. Em 11 de setembro, foi embarcado em veículo policial para transporte para outra prisão. Biko morreu durante o trajeto e a polícia alegou que a morte se devera a "prolongada greve de fome empreendida pelo prisioneiro".
Em 7 de outubro de 2003, autoridades do Ministério Público Sul-africano anunciaram que os cinco policiais envolvidos no assassinato de Biko não seriam processados, devido a falta de provas. Alegaram também que a acusação de assassinato não se sustentaria por não haver testemunhas dos atos supostamente cometidos contra Biko. Levou-se em consideração a possibilidade de acusar os envolvidos por Lesão Corporal seguida de morte, mas como os fatos ocorreram em 1977, tal crime teria prescrito (não seria mais passível de processo criminal) segundo as leis do país.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Pastoral da Cultura Apresenta: "Quem não Brinca, Dança!"
Grupo Solidariedade durante o ensaio da coreografia: "Memórias".
Esta dança faz parte do Espetáculo: "Memórias, a vida contada por um dançarino!", III Mostra da Pastoral da Cultura/2010.
O Grupo Solidariedade participa da Paróquia São João Batista, além das atividades culturais, o grupo se dedica também as atividades religiosas e sociais, como visitas em instituições e promovem campanhas para doações.
Grupo Solidariedade, Grupo Solidariedade Mirim e Grupo Jovem Luz do Mundo

Grupo Solidariedade Mirim na Toca de Assis
Unidade Diocesana em Carapebus/2010: Grupo Solidariedade, Grupo Jovem Luz do Mundo e Grupo Jovem da Paróquia Nossa Senhora de Fátima
domingo, 7 de novembro de 2010
História da Pastoral da Cultura de Macaé
Tudo começou com o Grupo Solidariedade em 1998...
Eis a primeira formação:
Marina, Nathália, Maria Auxiliadora, Wellington, Amanda, Gicélia (Gi), Elisângela, Barbara, Alice, Bianca, Carolina, Cristiane e a Assessora Religiosa do grupo, Irmã Joaninha.
O símbolo do grupo é o Sol, e a marca na época era a pintura individual feita na camisa por cada integrante com tinta relevo e acripuff e os canudinhos que eram colocados nos cabelos.
Fizemos outros desenhos em outros anos:
Campanha da Fraternidade sobre Amazônia.
I Mostra de Dança (Pastoral da Cultura): Vidalegria.
Tivemos outras formações no grupo, pessoas que participavam somente de algumas coreografias ou simplesmente assistiam os nossos ensaios.
O Grupo Solidariedade (grupo de dança) foi formado para participar do Show de Talentos na Instituição Escolar Maria Auxiliadora (Castelo) no dia 30/10/2004, fez várias apresentações de danças em Macaé e cidades próximas, aberturas de Campanhas da Fraternidade, Coroações, Cristoteca, entrada com Bíblia, Cantata de Natal e Auto Natalino, po articipações em Unidades Diocesanas, Oficinas, fez parte do Projeto de Pastoral de Conjunto (2006), Seminários, Palestras...
Em 08/02/2008 foi formado o Grupo Solidariedade Mirim, crianças e pré-adolescentes da Catequese, eles participavam de algumas coreografias do Grupo Solidariedade e com o tempo sentiram a necessidade de formar o próprio grupo de dança com objetivos específicos. Nathália e Maria Auxiliadora são responsáveis pelo grupo.
Os grupos faziam na época trabalhos sociais: arrecadação de brinquedos, roupas, mantimentos para cestas básicas e distribuia em visitas feitas a Pediatria Municipal.
Ainda em Fevereiro/2008 Gicélia Germano converssou com o Pe. José Luiz e solicitou autorização para a fundação da Pastoral da Culutra na Paróquia São João Batista, apresentou todas as atas de reuniões do Grupo Solidariedade.
Auxiliadora, Sueli, Pe. José Luiz, Gi e Lúcia (Unidade Diocesana em Carapebus/2010)
Em 27/09/2008 na Missa das Crianças foi oficializada a fundação da Pastoral da Cultura.
Em 06 de Novembro de 2008 houve a 1ª Mostra de Dança: Vidalegria!
Aos poucos a pastoral está se estruturando, fazem parte da Pastoral da Cultura:
Grupos de dança da Paróquia São João Batista:
- Grupo Solidariedade
- Grupo Solidariedade Mirim (Catequese)
Grupos que colaboraram e/ou colaboram com a Pastoral da Cultura participando das Mostras de dança:
- Grupo Jovem Luz do Mundo (Pastoral da Juventude da paróquia);
- Pastoral da Família (Paróquia São João Batista)
- Grupo Sementes do Amanhã
- Grupo Mais que Amigos
- Centro Educacional Tia Gi
- Bruno e Marina
- Roberta
- Escola de dança Denise Trotti
- Catequese de Santana
- Jaqueline
- Thiago (Igreja Batista)
- Grupo Nossa Senhora de Fátima
- Grupo Louvart
- Filhos de Pedro
- Grupo GOMARTE (Teatro)
- Grupo Aguis (Igreja Batista)
- Impacto Dance
- Fazer Arte
- Faz Arte
Os participantes da Pastoral da Cultura poderão participar das atividades sem precisar se desligar de suas denominações religiosas, uma das propostas é participar das mostras de dança que tem como base os textos da Campanha da Fraternidade.
Em breve mais notícias!
Plano de Pastoral de Conjunto
Pastoral de Conjunto: sonho ou realidade?
União das pastorais da Paróquia São João Batista ( Macaé/RJ): Catequese + Família + Juventude fortifica a Pastoral da Cultura.
(Unidade Diocesana em Carapebus/2010)
A PASTORAL DE CONJUNTO não é uma nova pastoral a ser implantada na Igreja, nem uma Pastoral específica, alinhada às outras pastorais, como a da Saúde, a do Menor, dentre tantas. Nasceu na trilha de renovação eclesial efetuada pelo Concílio Vaticano II, a partir da compreensão de que a Igreja é uma rede de comunidades de irmãos e irmãs, cuja ação pastoral se dá de forma global, orgânica e articulada. Trata-se de uma mentalidade, um espírito que norteia a ação evangelizadora das dioceses. Devemos entendê-la como um esforço de aglutinação e articulação de metas e princípios na ação evangelizadora. À Pastoral de Conjunto, cabe a tarefa de promover a unidade na Igreja. Estabelecer o alicerce da estrutura pastoral calcada numa espiritualidade de comunhão. Em Puebla, em 1979, o episcopado latino-americano assim definiu a Pastoral de Conjunto: Ação global, orgânica e articulada, que a comunidade eclesial realiza sob a direção do bispo destinada a levar a pessoa e todos os membros à plena comunhão de vida com Deus.
Vale lembrar que já, em 1966, a CNBB elaborou o primeiro “Plano de Pastoral de Conjunto” (1966-1970), que propunha seis “linhas de trabalho”, atualmente conhecidas como “dimensões”. Esse plano foi o embrião das atuais “Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora”, até 1994 chamada “Diretrizes Gerais da Ação Pastoral”. Servir para solidificar as bases de uma Igreja que testemunha a comunhão e ajuda a construir uma sociedade solidária, de forma orgânica. Nascidas da reflexão e estudo de todos os bispos brasileiros reunidos em Assembléias Gerais, essas diretrizes fundamentam a Pastoral de Conjunto de todas as dioceses do Brasil A última Assembléia Geral dos Bispos do Brasil, ocorrida em Indaiatuba (SP), de 30 de abril a 9 de maio de 2003, aprovou as diretrizes que compreendem o triênio 2003-2006, assim resumidas: Evangelizar proclamando a boa nova de Jesus Cristo, caminho para santidade, por meio do serviço, diálogo, anúncio e testemunho de comunhão, à luz da evangélica opção pelos pobres, promovendo a dignidade da pessoa, renovando a comunidade, formando o povo de Deus e participando da construção de uma sociedade justa e solidária, a caminho do Reino definitivo.
O objetivo da Pastoral de Conjunto não é padronizar as pastorais nem desfigurar a variedade dos dons, carismas e serviços presentes nas comunidades. A busca da unidade não abafa a criatividade nem a ação do Espírito Santo. Cada grupo ou movimento eclesial, com sua espiritualidade e objetivos específicos, coloca-se em sintonia com as metas que a Igreja com um todo deseja alcançar.
Unidade Diocesana em Carapebus / 2010: Integração das pastorais!
Assim se configura a espinha dorsal, na qual fraternalmente se equilibram os membros do Corpo de Cristo, que é a Igreja, dispostos a caminhar numa perspectiva da pastoral orgânica: aposta-se na eficácia dos Conselhos de Pastorais como instrumento articulador da evangelização; estudam-se e aplicam-se os planos pastorais das dioceses; renuncia-se as interpretações pessoais, do subjetivismo e do espontaneismo; abandona-se o espírito de “grupismo”, as pastorais isoladas entram numa salutar crise de identidade, que as reconduz ao núcleo de uma ação missionária pautada pela sociedade e pela ajuda mútua; desmontam-se os esquemas internos de competição e concorrência pastorais. O estabelecimento de metas comuns na evangelização, aplicadas com criatividade, senso de comunhão e pertença à Igreja, pode concretizar o ideal as “unidade na diversidade”. As diferenças de leitura e interpretação, necessárias à contextualização dos planos nas distintas realidades nas quais estamos inseridos, são insignificantes diante da fé comum que professamos.
Mas só planejamento e organização não são suficientes. Cumprir o que se planeja é um bom começo, mas não é tudo. A Igreja não é uma empresa submetida às leis do mercado, nem comprometida com a ideologia do “controle e qualidade total”. Nem tudo que planejamos e colocamos no papel produz os frutos esperados. O Espírito Santo nos reserva surpresas e é bom que estejamos preparados para acolhê-las. O plano pastoral mais perfeito do mundo pode resultar em nada, se o espírito que o anima não nascer da caridade pastoral de Cristo, Bom Pastor. Ele é o nosso “programa”. Sua pastoral consiste fundamentalmente em sair à procura da ovelha perdida. Para encontrá-la, não carrega consigo em roteiro de viagem, nem o mapa que aponta a direção da ovelha perdida e machucada. Ele segue os impulsos de seu coração, que sabe muito bem onde há alguém à espera de carinho, cuidado e de “boas notícias”.
Ainda estamos bem distantes da transparência e vigor que impregnavam cada palavra e gesto de Jesus Cristo. Ele era o que anunciava. Sua pastoral era organizada e articulada de acordo com os planos e a vontade do Pai, sem mediações. Nós precisamos de reuniões, assembléias, planejamentos, consultas e assessorias. Os planos pastorais elaborados em nossas dioceses, a partir das diretrizes da CNBB, serão sempre um rascunho dos nossos sonhos. Servirão, por algum tempo. Outros planos de PASTORAL DE CONJUNTO deverão surgir. Inspirações e estratégias serão aperfeiçoadas e falhas corrigidas nas assembléias e sínodos diocesanos. O que está afixado no papel caducará, mas a chama do desejo de levar as pessoas à plena comunhão de vida com Deus não poderá se extinguir.
“PASTORAL DE CONJUNTO” ou “PASTORAL ORGÂNICA” são apenas nomes que damos ao esforço de evangelizar em mutirão: leigos, leigas, religiosos, religiosas e a hierarquia, em comunhão orgânica e missionária, a serviço da vida e da justiça.
Unidade Diocesana /2010: Carapebus
UMA SUGESTÃO DE PASSO-A-PASSO
1) Conhecimento recíproco: Para que possa haver a integração entre as Pastorais, Movimentos, Associações e demais forças vivas, enfim a PASTORAL DE CONJUNTO, é preciso que cada um procure conhecer o outro, seus objetivos e suas atividades específicas, já que não se ama aquilo que não se conhece. Conhecendo-se mutuamente, descobrirão que muito mais poderão fazer pela evangelização somando forças, trabalhando em parceria.
2) Conhecimento de fazer acontecer a integração: A integração só será possível se houver, da parte dos envolvidos na proposta de PASTORAL DE CONJUNTO, real interesse pelo trabalho de parceria. Não basta a vontade do bispo, do pároco e do animador da comunidade. Tampouco é suficiente que os coordenadores em questão queiram a integração. A integração precisa ser desejada por todos os membros ou ao menos, pela maioria. Portanto, antes de pensar na integração, faz-se necessário um trabalho de conscientização e de motivação sobre sua importância com os envolvidos na proposta.
3) Integração não é fusão: A integração pressupõe a existência de, pelo menos, duas faixas (pastoral e/ou movimento e/ou associação), bem organizadas, com sua coordenação, com seus agentes/membros e com sua programação.
4) Encontros com os agentes/membros das duas (ou mais) faixas: Esses encontros servirão para estreitar os laços de amizade, fraternidade, conhecimento recíproco e para discutir atividades que poderão ser realizadas juntas. Serão encontros para rezar, meditar a Palavra de Deus, estudar a doutrina da Igreja e conviver.
5) Ter uma agenda mínima em comum: Para todo trabalho em parceria faz-se necessário haver uma agenda mínima em comum, ou seja, atividades em que as faixas envolvidas estarão trabalhando juntas. Para a montagem dessa agenda comum, faz-se necessário a realização de encontros periódicos de representantes das duas pastorais, com o objetivo de planejar e avaliar as atividades desenvolvidas em parceria. É bastante oportuno quando na diocese se realiza um encontro anual para que essa agenda mínima seja elaborada, levando em conta as atividades próprias de cada faixa.
6) Preocupar-se com a formação permanente de seus agentes: As faixas envolvidas deverão possibilitar um crescimento progressivo e contínuo de seus agentes/membros. Com certeza, agentes/membros bem formados, conscientes de sua missão e conhecedores da missão da outra faixa favorecerão enormemente a integração e oferecerão um serviço pastoral de qualidade. A formação permanente permite ver a realidade de maneira bem mais criteriosa e objetiva. Ela favorece a criatividade na fidelidade aos valores essenciais que não passam.
7) Fazer tudo por amor e em espírito de serviço: Todos podem fazer muitas coisas, individualmente ou em parceria, mas, se não for por amor, de nada valerá (cf. Cor 13). “Se não fizermos tudo por amor, corremos o risco de nos cansarmos e de abandonarmos tudo”(Ibil.,p,15). Todos devem aprender de Jesus que tudo o que fazemos na Igreja deve ser com espírito de serviço (cf. Mc 10,42-45) e de gratuidade (cf. Lc 17,10). “Se trabalharmos para servir e não para receber aplausos, resistiremos com mais facilidade aos desafios”. (Ibid). Essa compreensão do trabalho pastoral na Igreja ajuda a superar o espírito de competição, de rivalidade, e criará um espírito de comunhão e participação, encarnando o pensamento Paulino de que “eu plantei”, Apolo regou, mas era Deus que fazia crescer” (1 Cor 3,6). Paulo ainda afirma que “aquele que plante e aquele que rega são iguais” ( 1 Cor 3,8). Todos são importantes para o cumprimento da missão da Igreja.
8) Uma visão eclesial segundo o modelo dos Atos dos Apóstolos: A integração exige que as faixas tenham uma mesma compreensão sobre a Igreja e sobre a sua missão. E o melhor modelo é aquele bíblico apresentado pelo livro dos Atos dos Apóstolos: uma Igreja toda ministerial e missionária, pobre e livre, que escuta e anuncia sem medo a Palavra de Deus, solidária e libertadora, que une fé e vida (cf. 2, 42-47;4,32-37).
9) Envolver toda comunidade: Nesse trabalho de integração devemos buscar ampliar sempre mais as parcerias com outras pastorais, movimentos, associações, grupos... Para isso, precisamos formar/renovar a comunidade a fim de que todos se sintam responsáveis pelo serviço de animação vocacional, pois todos os membros da Igreja, sem exceção, têm a graça e a responsabilidade do cuidado pelas vocações.
10) Urgência da integração: Essa integração é mais que necessária e urgente para o bem da Igreja. Onde ela já acontece, precisa ser intensificada e incentivada, especialmente, pelos responsáveis mais diretos das comunidades, paróquias, microregiões (setores), macroregiões (áreas), diocese. Onde ainda não acontece, deveremos buscar fazê-la acontecer. Acontecendo a integração todos ganham. Ganham as pessoas, que saberão assumir melhor o seu batismo, escutar o chamado de Deus e responder a ele. Ganha a Igreja, porque será enriquecida de muitos servidores e servidoras, “cada um no seu lugar” (1 Cor 12,27), conforme os dons recebidos do Espírito Santo (cf. 1 Cor 12,7.11). Ganha o Reino de Deus com o crescimento dos trabalhadores e trabalhadoras da messe.
Festa de São João Batista (Macaé/RJ) / 2010
"O ideal para que haja a Pastoral de Conjunto é que TODAS as pastorais se conheçam e sigam juntas uma vez que o caminho é único a EVANGELIZAÇÃO!"
Gi
Fonte: http://diocesedacampanha.vilabol.uol.com.br/pastorais/pastoraldeconjunto.htm
União das pastorais da Paróquia São João Batista ( Macaé/RJ): Catequese + Família + Juventude fortifica a Pastoral da Cultura.
(Unidade Diocesana em Carapebus/2010)
A PASTORAL DE CONJUNTO não é uma nova pastoral a ser implantada na Igreja, nem uma Pastoral específica, alinhada às outras pastorais, como a da Saúde, a do Menor, dentre tantas. Nasceu na trilha de renovação eclesial efetuada pelo Concílio Vaticano II, a partir da compreensão de que a Igreja é uma rede de comunidades de irmãos e irmãs, cuja ação pastoral se dá de forma global, orgânica e articulada. Trata-se de uma mentalidade, um espírito que norteia a ação evangelizadora das dioceses. Devemos entendê-la como um esforço de aglutinação e articulação de metas e princípios na ação evangelizadora. À Pastoral de Conjunto, cabe a tarefa de promover a unidade na Igreja. Estabelecer o alicerce da estrutura pastoral calcada numa espiritualidade de comunhão. Em Puebla, em 1979, o episcopado latino-americano assim definiu a Pastoral de Conjunto: Ação global, orgânica e articulada, que a comunidade eclesial realiza sob a direção do bispo destinada a levar a pessoa e todos os membros à plena comunhão de vida com Deus.
Vale lembrar que já, em 1966, a CNBB elaborou o primeiro “Plano de Pastoral de Conjunto” (1966-1970), que propunha seis “linhas de trabalho”, atualmente conhecidas como “dimensões”. Esse plano foi o embrião das atuais “Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora”, até 1994 chamada “Diretrizes Gerais da Ação Pastoral”. Servir para solidificar as bases de uma Igreja que testemunha a comunhão e ajuda a construir uma sociedade solidária, de forma orgânica. Nascidas da reflexão e estudo de todos os bispos brasileiros reunidos em Assembléias Gerais, essas diretrizes fundamentam a Pastoral de Conjunto de todas as dioceses do Brasil A última Assembléia Geral dos Bispos do Brasil, ocorrida em Indaiatuba (SP), de 30 de abril a 9 de maio de 2003, aprovou as diretrizes que compreendem o triênio 2003-2006, assim resumidas: Evangelizar proclamando a boa nova de Jesus Cristo, caminho para santidade, por meio do serviço, diálogo, anúncio e testemunho de comunhão, à luz da evangélica opção pelos pobres, promovendo a dignidade da pessoa, renovando a comunidade, formando o povo de Deus e participando da construção de uma sociedade justa e solidária, a caminho do Reino definitivo.
O objetivo da Pastoral de Conjunto não é padronizar as pastorais nem desfigurar a variedade dos dons, carismas e serviços presentes nas comunidades. A busca da unidade não abafa a criatividade nem a ação do Espírito Santo. Cada grupo ou movimento eclesial, com sua espiritualidade e objetivos específicos, coloca-se em sintonia com as metas que a Igreja com um todo deseja alcançar.
Unidade Diocesana em Carapebus / 2010: Integração das pastorais!
Assim se configura a espinha dorsal, na qual fraternalmente se equilibram os membros do Corpo de Cristo, que é a Igreja, dispostos a caminhar numa perspectiva da pastoral orgânica: aposta-se na eficácia dos Conselhos de Pastorais como instrumento articulador da evangelização; estudam-se e aplicam-se os planos pastorais das dioceses; renuncia-se as interpretações pessoais, do subjetivismo e do espontaneismo; abandona-se o espírito de “grupismo”, as pastorais isoladas entram numa salutar crise de identidade, que as reconduz ao núcleo de uma ação missionária pautada pela sociedade e pela ajuda mútua; desmontam-se os esquemas internos de competição e concorrência pastorais. O estabelecimento de metas comuns na evangelização, aplicadas com criatividade, senso de comunhão e pertença à Igreja, pode concretizar o ideal as “unidade na diversidade”. As diferenças de leitura e interpretação, necessárias à contextualização dos planos nas distintas realidades nas quais estamos inseridos, são insignificantes diante da fé comum que professamos.
Mas só planejamento e organização não são suficientes. Cumprir o que se planeja é um bom começo, mas não é tudo. A Igreja não é uma empresa submetida às leis do mercado, nem comprometida com a ideologia do “controle e qualidade total”. Nem tudo que planejamos e colocamos no papel produz os frutos esperados. O Espírito Santo nos reserva surpresas e é bom que estejamos preparados para acolhê-las. O plano pastoral mais perfeito do mundo pode resultar em nada, se o espírito que o anima não nascer da caridade pastoral de Cristo, Bom Pastor. Ele é o nosso “programa”. Sua pastoral consiste fundamentalmente em sair à procura da ovelha perdida. Para encontrá-la, não carrega consigo em roteiro de viagem, nem o mapa que aponta a direção da ovelha perdida e machucada. Ele segue os impulsos de seu coração, que sabe muito bem onde há alguém à espera de carinho, cuidado e de “boas notícias”.
Ainda estamos bem distantes da transparência e vigor que impregnavam cada palavra e gesto de Jesus Cristo. Ele era o que anunciava. Sua pastoral era organizada e articulada de acordo com os planos e a vontade do Pai, sem mediações. Nós precisamos de reuniões, assembléias, planejamentos, consultas e assessorias. Os planos pastorais elaborados em nossas dioceses, a partir das diretrizes da CNBB, serão sempre um rascunho dos nossos sonhos. Servirão, por algum tempo. Outros planos de PASTORAL DE CONJUNTO deverão surgir. Inspirações e estratégias serão aperfeiçoadas e falhas corrigidas nas assembléias e sínodos diocesanos. O que está afixado no papel caducará, mas a chama do desejo de levar as pessoas à plena comunhão de vida com Deus não poderá se extinguir.
“PASTORAL DE CONJUNTO” ou “PASTORAL ORGÂNICA” são apenas nomes que damos ao esforço de evangelizar em mutirão: leigos, leigas, religiosos, religiosas e a hierarquia, em comunhão orgânica e missionária, a serviço da vida e da justiça.
Unidade Diocesana /2010: Carapebus
UMA SUGESTÃO DE PASSO-A-PASSO
1) Conhecimento recíproco: Para que possa haver a integração entre as Pastorais, Movimentos, Associações e demais forças vivas, enfim a PASTORAL DE CONJUNTO, é preciso que cada um procure conhecer o outro, seus objetivos e suas atividades específicas, já que não se ama aquilo que não se conhece. Conhecendo-se mutuamente, descobrirão que muito mais poderão fazer pela evangelização somando forças, trabalhando em parceria.
2) Conhecimento de fazer acontecer a integração: A integração só será possível se houver, da parte dos envolvidos na proposta de PASTORAL DE CONJUNTO, real interesse pelo trabalho de parceria. Não basta a vontade do bispo, do pároco e do animador da comunidade. Tampouco é suficiente que os coordenadores em questão queiram a integração. A integração precisa ser desejada por todos os membros ou ao menos, pela maioria. Portanto, antes de pensar na integração, faz-se necessário um trabalho de conscientização e de motivação sobre sua importância com os envolvidos na proposta.
3) Integração não é fusão: A integração pressupõe a existência de, pelo menos, duas faixas (pastoral e/ou movimento e/ou associação), bem organizadas, com sua coordenação, com seus agentes/membros e com sua programação.
4) Encontros com os agentes/membros das duas (ou mais) faixas: Esses encontros servirão para estreitar os laços de amizade, fraternidade, conhecimento recíproco e para discutir atividades que poderão ser realizadas juntas. Serão encontros para rezar, meditar a Palavra de Deus, estudar a doutrina da Igreja e conviver.
5) Ter uma agenda mínima em comum: Para todo trabalho em parceria faz-se necessário haver uma agenda mínima em comum, ou seja, atividades em que as faixas envolvidas estarão trabalhando juntas. Para a montagem dessa agenda comum, faz-se necessário a realização de encontros periódicos de representantes das duas pastorais, com o objetivo de planejar e avaliar as atividades desenvolvidas em parceria. É bastante oportuno quando na diocese se realiza um encontro anual para que essa agenda mínima seja elaborada, levando em conta as atividades próprias de cada faixa.
6) Preocupar-se com a formação permanente de seus agentes: As faixas envolvidas deverão possibilitar um crescimento progressivo e contínuo de seus agentes/membros. Com certeza, agentes/membros bem formados, conscientes de sua missão e conhecedores da missão da outra faixa favorecerão enormemente a integração e oferecerão um serviço pastoral de qualidade. A formação permanente permite ver a realidade de maneira bem mais criteriosa e objetiva. Ela favorece a criatividade na fidelidade aos valores essenciais que não passam.
7) Fazer tudo por amor e em espírito de serviço: Todos podem fazer muitas coisas, individualmente ou em parceria, mas, se não for por amor, de nada valerá (cf. Cor 13). “Se não fizermos tudo por amor, corremos o risco de nos cansarmos e de abandonarmos tudo”(Ibil.,p,15). Todos devem aprender de Jesus que tudo o que fazemos na Igreja deve ser com espírito de serviço (cf. Mc 10,42-45) e de gratuidade (cf. Lc 17,10). “Se trabalharmos para servir e não para receber aplausos, resistiremos com mais facilidade aos desafios”. (Ibid). Essa compreensão do trabalho pastoral na Igreja ajuda a superar o espírito de competição, de rivalidade, e criará um espírito de comunhão e participação, encarnando o pensamento Paulino de que “eu plantei”, Apolo regou, mas era Deus que fazia crescer” (1 Cor 3,6). Paulo ainda afirma que “aquele que plante e aquele que rega são iguais” ( 1 Cor 3,8). Todos são importantes para o cumprimento da missão da Igreja.
8) Uma visão eclesial segundo o modelo dos Atos dos Apóstolos: A integração exige que as faixas tenham uma mesma compreensão sobre a Igreja e sobre a sua missão. E o melhor modelo é aquele bíblico apresentado pelo livro dos Atos dos Apóstolos: uma Igreja toda ministerial e missionária, pobre e livre, que escuta e anuncia sem medo a Palavra de Deus, solidária e libertadora, que une fé e vida (cf. 2, 42-47;4,32-37).
9) Envolver toda comunidade: Nesse trabalho de integração devemos buscar ampliar sempre mais as parcerias com outras pastorais, movimentos, associações, grupos... Para isso, precisamos formar/renovar a comunidade a fim de que todos se sintam responsáveis pelo serviço de animação vocacional, pois todos os membros da Igreja, sem exceção, têm a graça e a responsabilidade do cuidado pelas vocações.
10) Urgência da integração: Essa integração é mais que necessária e urgente para o bem da Igreja. Onde ela já acontece, precisa ser intensificada e incentivada, especialmente, pelos responsáveis mais diretos das comunidades, paróquias, microregiões (setores), macroregiões (áreas), diocese. Onde ainda não acontece, deveremos buscar fazê-la acontecer. Acontecendo a integração todos ganham. Ganham as pessoas, que saberão assumir melhor o seu batismo, escutar o chamado de Deus e responder a ele. Ganha a Igreja, porque será enriquecida de muitos servidores e servidoras, “cada um no seu lugar” (1 Cor 12,27), conforme os dons recebidos do Espírito Santo (cf. 1 Cor 12,7.11). Ganha o Reino de Deus com o crescimento dos trabalhadores e trabalhadoras da messe.
Festa de São João Batista (Macaé/RJ) / 2010
"O ideal para que haja a Pastoral de Conjunto é que TODAS as pastorais se conheçam e sigam juntas uma vez que o caminho é único a EVANGELIZAÇÃO!"
Gi
Fonte: http://diocesedacampanha.vilabol.uol.com.br/pastorais/pastoraldeconjunto.htm
Nossas regiões e suas culturas: Região Nordeste
Região Nordeste
Os estados que compõem a região Nordeste são: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Esse complexo regional apresenta grande diversidade cultural, composto por manifestações diversificadas. Portanto, serão abordados alguns dos vários elementos culturais da região em destaque:
O carnaval é o evento popular mais famoso do Nordeste, especialmente em Salvador, Olinda e Recife. Milhares de turistas são atraídos para o carnaval nordestino, que se caracteriza pela riqueza musical e alegria dos foliões.
Carnaval de Olinda
O coco também é conhecido por bambelô ou zamba. É um estilo de dança muito praticado nos estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. A dança é uma expressão do desabafo da alma popular, da gente mais sofrida do Nordeste brasileiro. É uma dança de roda ou de fileiras mistas, de conjunto, de pares, que vão ao centro e desenvolvem movimentos ritmados.
O maracatu é originário de Recife, capital de Pernambuco, surgiu durante as procissões em louvor a Nossa Senhora do Rosário dos Negros, que batiam o xangô, (candomblé) o ano inteiro. O maracatu é um cortejo simples, inicialmente tinha um cunho altamente religioso, hoje é uma mistura de música primitiva e teatro. Ficou bastante conhecido no Brasil a partir da década de 1990, com o movimento manguebeat, liderado por Chico Sciense e Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, entre outros.
O Reisado, ou Folia de Reis, é uma manifestação cultural introduzida no Brasil colonial, trazida pelos colonizadores portugueses. É um espetáculo popular das festas de natal e reis, cujo palco é a praça pública, a rua. No Nordeste, a partir do dia 24 de dezembro, saem os vários Reisados, cada bairro com o seu, cantando e dançando. Os participantes dos Reisados acreditam ser continuadores dos Reis Magos que vieram do Oriente para visitar o Menino Jesus, em Belém.
As festas juninas representam um dos elementos culturais do povo nordestino, é composta por música caipira, apresentações de quadrilhas, comidas e bebidas típicas, além de muita alegria. Consiste numa homenagem a três santos católicos: Santo Antônio, São João e São Pedro. As principias festas juninas da região Nordeste ocorrem em Caruaru (PE) e Campina Grande (PB).
Festa junina em Campina Grande (PB)
Bumba meu boi é um festejo que apresenta um pequeno drama. O dono do boi, um homem branco, presencia um homem negro roubando o seu animal para alimentar a esposa grávida que estava com vontade de comer língua de boi. Matam o boi, mas depois, é preciso ressuscitá-lo. O espetáculo é representado por um boi construído em uma armação de madeira coberta de pano colorido. Ao final, o boi é morto e em seguida, ressuscitado.
O frevo surgiu através da capoeira, pois o capoeirista sai dançando o frevo à frente dos cordões, das bandas de música. É uma criação de compositores de música ligeira, especialmente para o carnaval. Com o passar do tempo, o estilo ganhou um gingado composto por passos soltos e acrobáticos.
Quilombo é um folguedo tradicional alagoano, tema puramente brasileiro, revivendo a época do Brasil Colônia. Dramatiza a fuga dos escravos que foram buscar um local seguro para se esconderem na serra da Barriga, formando o Quilombo dos Palmares.
A capoeira foi introduzida no Brasil pelos escravos africanos, é considerada uma modalidade de luta e também de dança. Rapidamente adquiriu adeptos nos estados nordestinos, principalmente na Bahia e Pernambuco. O instrumento utilizado durante as apresentações de capoeira é o berimbau, constituído de arco, cabaça cortada, caxixi (cestinha com sementes), vareta e dobrão (moeda).
Roda de Capoeira
A festa de Iemanjá é um agradecimento à Rainha do Mar. A maior festa de Iemanjá ocorre na Bahia, no Rio Vermelho, dia 2 de fevereiro. Todas as pessoas que têm “obrigação” com a Rainha do Mar se dirigem para a praia. Nesse evento cultural há o encontro de todos os candomblés da Bahia. Levam flores e presentes, principalmente espelhos, pentes, joias e perfumes.
Lavagem do Bonfim é uma das maiores festas religiosas populares da Bahia. É realizada numa quinta- feira do mês de janeiro. Milhares de romeiros chegam ao Santuário do Senhor do Bonfim, considerado como o Oxalá africano. Existem também promessas católicas de “lavagens de igrejas”, nas quais os fiéis lavam as escadarias da igreja com água e flores.
O Candomblé consiste num culto dos orixás que representam as forças que controlam a natureza e seus fenômenos, como a água, o vento, as florestas, os raios, etc. É de origem africana é foi introduzido no país pelos escravos negros, na época do Brasil colonial. Na Bahia, esse culto é chamado de candomblé, em Pernambuco, nomeia-se xangô, no Maranhão, tambor de menina.
Candomblé
A Literatura de Cordel é uma das principais manifestações culturais nordestinas, consiste na elaboração de pequenos livros contendo histórias escritas em prosa ou verso, sobre os mais variados assuntos: desafios, histórias ligadas à religião, política, ritos ou cerimônias. É o estilo literário com o maior número de exemplares no mundo. Para os nordestinos, a Literatura de Cordel representa a expressão dos costumes regionais.
A culinária do Nordeste é bem diversificada e destaca-se pelos temperos fortes e comidas apimentadas. Os pratos típicos são: carne de sol, buchada de bode, sarapatel, acarajé, vatapá, cururu, feijão verde, canjica, tapioca, peixes, frutos do mar, etc. As frutas também são comuns, como por exemplo: manga, araçá, graviola, ciriguela, umbu, buriti, cajá e macaúba.
O artesanato da região Nordeste é muito variado, destacam-se as redes tecidas, rendas, crivo, produtos de couro, cerâmica, madeira, argila, as garrafas com imagens produzidas de areia colorida, os objetos feitos a partir da fibra do buriti, entre outros.
Fonte: http://www.mundoeducacao.com.br/geografia/cultura-regiao-nordeste.htm
Os estados que compõem a região Nordeste são: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Esse complexo regional apresenta grande diversidade cultural, composto por manifestações diversificadas. Portanto, serão abordados alguns dos vários elementos culturais da região em destaque:
O carnaval é o evento popular mais famoso do Nordeste, especialmente em Salvador, Olinda e Recife. Milhares de turistas são atraídos para o carnaval nordestino, que se caracteriza pela riqueza musical e alegria dos foliões.
Carnaval de Olinda
O coco também é conhecido por bambelô ou zamba. É um estilo de dança muito praticado nos estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. A dança é uma expressão do desabafo da alma popular, da gente mais sofrida do Nordeste brasileiro. É uma dança de roda ou de fileiras mistas, de conjunto, de pares, que vão ao centro e desenvolvem movimentos ritmados.
O maracatu é originário de Recife, capital de Pernambuco, surgiu durante as procissões em louvor a Nossa Senhora do Rosário dos Negros, que batiam o xangô, (candomblé) o ano inteiro. O maracatu é um cortejo simples, inicialmente tinha um cunho altamente religioso, hoje é uma mistura de música primitiva e teatro. Ficou bastante conhecido no Brasil a partir da década de 1990, com o movimento manguebeat, liderado por Chico Sciense e Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, entre outros.
O Reisado, ou Folia de Reis, é uma manifestação cultural introduzida no Brasil colonial, trazida pelos colonizadores portugueses. É um espetáculo popular das festas de natal e reis, cujo palco é a praça pública, a rua. No Nordeste, a partir do dia 24 de dezembro, saem os vários Reisados, cada bairro com o seu, cantando e dançando. Os participantes dos Reisados acreditam ser continuadores dos Reis Magos que vieram do Oriente para visitar o Menino Jesus, em Belém.
As festas juninas representam um dos elementos culturais do povo nordestino, é composta por música caipira, apresentações de quadrilhas, comidas e bebidas típicas, além de muita alegria. Consiste numa homenagem a três santos católicos: Santo Antônio, São João e São Pedro. As principias festas juninas da região Nordeste ocorrem em Caruaru (PE) e Campina Grande (PB).
Festa junina em Campina Grande (PB)
Bumba meu boi é um festejo que apresenta um pequeno drama. O dono do boi, um homem branco, presencia um homem negro roubando o seu animal para alimentar a esposa grávida que estava com vontade de comer língua de boi. Matam o boi, mas depois, é preciso ressuscitá-lo. O espetáculo é representado por um boi construído em uma armação de madeira coberta de pano colorido. Ao final, o boi é morto e em seguida, ressuscitado.
O frevo surgiu através da capoeira, pois o capoeirista sai dançando o frevo à frente dos cordões, das bandas de música. É uma criação de compositores de música ligeira, especialmente para o carnaval. Com o passar do tempo, o estilo ganhou um gingado composto por passos soltos e acrobáticos.
Quilombo é um folguedo tradicional alagoano, tema puramente brasileiro, revivendo a época do Brasil Colônia. Dramatiza a fuga dos escravos que foram buscar um local seguro para se esconderem na serra da Barriga, formando o Quilombo dos Palmares.
A capoeira foi introduzida no Brasil pelos escravos africanos, é considerada uma modalidade de luta e também de dança. Rapidamente adquiriu adeptos nos estados nordestinos, principalmente na Bahia e Pernambuco. O instrumento utilizado durante as apresentações de capoeira é o berimbau, constituído de arco, cabaça cortada, caxixi (cestinha com sementes), vareta e dobrão (moeda).
Roda de Capoeira
A festa de Iemanjá é um agradecimento à Rainha do Mar. A maior festa de Iemanjá ocorre na Bahia, no Rio Vermelho, dia 2 de fevereiro. Todas as pessoas que têm “obrigação” com a Rainha do Mar se dirigem para a praia. Nesse evento cultural há o encontro de todos os candomblés da Bahia. Levam flores e presentes, principalmente espelhos, pentes, joias e perfumes.
Lavagem do Bonfim é uma das maiores festas religiosas populares da Bahia. É realizada numa quinta- feira do mês de janeiro. Milhares de romeiros chegam ao Santuário do Senhor do Bonfim, considerado como o Oxalá africano. Existem também promessas católicas de “lavagens de igrejas”, nas quais os fiéis lavam as escadarias da igreja com água e flores.
O Candomblé consiste num culto dos orixás que representam as forças que controlam a natureza e seus fenômenos, como a água, o vento, as florestas, os raios, etc. É de origem africana é foi introduzido no país pelos escravos negros, na época do Brasil colonial. Na Bahia, esse culto é chamado de candomblé, em Pernambuco, nomeia-se xangô, no Maranhão, tambor de menina.
Candomblé
A Literatura de Cordel é uma das principais manifestações culturais nordestinas, consiste na elaboração de pequenos livros contendo histórias escritas em prosa ou verso, sobre os mais variados assuntos: desafios, histórias ligadas à religião, política, ritos ou cerimônias. É o estilo literário com o maior número de exemplares no mundo. Para os nordestinos, a Literatura de Cordel representa a expressão dos costumes regionais.
A culinária do Nordeste é bem diversificada e destaca-se pelos temperos fortes e comidas apimentadas. Os pratos típicos são: carne de sol, buchada de bode, sarapatel, acarajé, vatapá, cururu, feijão verde, canjica, tapioca, peixes, frutos do mar, etc. As frutas também são comuns, como por exemplo: manga, araçá, graviola, ciriguela, umbu, buriti, cajá e macaúba.
O artesanato da região Nordeste é muito variado, destacam-se as redes tecidas, rendas, crivo, produtos de couro, cerâmica, madeira, argila, as garrafas com imagens produzidas de areia colorida, os objetos feitos a partir da fibra do buriti, entre outros.
Fonte: http://www.mundoeducacao.com.br/geografia/cultura-regiao-nordeste.htm
Nossas regiões e suas culturas: Região Norte
Região Norte
Os estados que compõem a região Norte do Brasil são: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. É a maior região brasileira em extensão territorial (3.853.397,2 km²), corresponde a aproximadamente 42% do território nacional, seu contingente populacional é de 15 milhões de habitantes, composto por indígenas, imigrantes: gaúchos, paranaenses, paulistas, nordestinos, africanos, europeus e asiáticos.
Todos esses fatores contribuem para a pluralidade cultural, composta por diversas danças, crenças, comidas, festas, entre outros aspectos que integram a cultura de um povo.
Os índios realizam inúmeros rituais, cada tribo expressa sua crença e tradição, havendo diferenciação nos elementos culturais. Em suas celebrações, os índios, normalmente, se pintam e usam vários acessórios, por motivos de vaidade ou questões religiosas.
Celebração indígena
O Círio de Nazaré é uma das maiores e mais belas procissões católicas realizadas no Brasil e no mundo. Reúne anualmente, cerca de dois milhões de romeiros numa caminhada de fé pelas ruas da cidade de Belém, capital do Estado do Pará, representado por um grandioso espetáculo em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, a mãe de Jesus.
A Festa do Divino é de origem portuguesa, uma da mais cultuadas em Rondônia, reúne centenas de fiéis nos meses de abril, maio e junho, proporcionando um belo espetáculo. Os festejos iniciam-se após a quaresma, com a saída da bandeira do Divino. A bandeira é vermelha e possui uma pomba branca, além de várias fitas coloridas.
Jerusalém da Amazônia é a segunda maior cidade cenográfica do mundo, onde se encena a Paixão de Cristo durante a Semana Santa. Esse é outro evento cultural de fundamental importância, realizado na região Norte.
A Folia de Reis é uma manifestação cultural muito comum nos estados que compõem a referida região, na qual se comemora o nascimento de Jesus Cristo, encenando a visita dos três Reis Magos à gruta de Belém para adorar o Menino-Deus. Dados relacionados a essa festa, afirmam que sua origem é portuguesa e tinha um caráter de diversão, simbolizando a comemoração do nascimento de Cristo.
Os Três Reis Magos
Na cidade de Taguatinga, localizada no sul do estado do Tocantins, as Cavalhadas acontecem durante a festa de Nossa Senhora da Abadia, nos dias 12 e 13 de agosto. O ritual inicia-se com a benção do sacerdote aos cavalheiros, juntamente com a entrega das lanças usadas nos treinamentos para a batalha ao imperador, simbolizando que estes estão preparados para se apresentarem em louvor a Nossa Senhora da Abadia e em honra ao mesmo. É a representação de uma batalha de cunho religioso entre mouros e cristãos, onde estes últimos acabam vencendo, e ocorre a submissão dos mouros ao cristianismo.
O Congo ou Congada é uma manifestação cultural de origem africana, mas com influência ibérica no que se refere à religiosidade. É popular em toda a região Norte do Brasil, durante o Natal e nas festividades de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.
A congada é a representação da coroação do rei e da rainha, eleitos pelos escravos, e da chegada da embaixada, que motiva a luta entre o partido do rei e do embaixador. Vence o rei, perdoa-se o embaixador. O término corre na igreja com a realização do batizado dos infiéis.

O Boi-Bumbá é uma vertente do Bumba-Meu-Boi, muito praticado no Brasil. É uma das mais antigas formas de distração popular. Foi introduzido pelos colonizadores europeus, correspondendo à primeira expressão de teatro popular brasileiro.
O Festival de Parintins é um dos maiores responsáveis pela divulgação cultural do Boi- Bumbá, realizado desde 1913. No Bumbódromo apresentam-se as agremiações Boi Garantido (vermelho), e o Boi Caprichoso (azul), sendo destinadas às mesmas, três horas para cada apresentação. São três noites de apresentação, nas quais são abordados, através das alegorias e encenações, aspectos regionais, como: lendas, rituais indígenas e costumes dos ribeirinhos. Anualmente, aproximadamente 35 mil pessoas prestigiam essa manifestação cultural.
Festival de Parintins
O artesanato no Norte é bem diversificado e os trabalhos são produzidos com fibras, coquinhos, cerâmica, pedra-sabão, barro, couro, madeira, látex, entre outros. São produzidos bichos, colares, pulseiras, brincos, cestarias, potes, etc.
Destacam-se os trabalhos artesanais indígenas, muito utilizados como enfeites, para compor a indumentária usada nos rituais e também para a produção de utensílios domésticos e na comercialização. Os Karajás são excelentes artesãos da arte plumária e cerâmica. Os Akwe (Xerente) são considerados o povo do trançado (cestaria) e os Timbiras (Apinajé e Krahô), são especialistas na arte dos trançados e artefatos de sementes nativas do cerrado.
O capim dourado é muito utilizado pelos artesãos tocantinenses, é uma planta exclusiva do estado, sendo mais comum no Jalapão. Na produção dos artesanatos, são feitas bolsas, potes, pulseiras, brincos, mandalas, chapéus, enfeites e suplast. Hoje são confeccionados aproximadamente 50 tipos de produtos, com uma característica peculiar - todos com formatos arredondados porque a fibra não permite ser dobrada.
Artesanato realizado com capim dourado
A culinária é influenciada pela cultura indígena, baseada na mandioca e em peixes. A carne de sol é bastante consumida pela população. Nas cidades de Belém e em Manaus, o tacacá é tomado direto na cuia indígena, espécie de sopa quente feita com tucupi, goma de mandioca, jambu (um tipo de erva), camarão seco e pimenta de cheiro. O tucupi é um caldo da mandioca cozida e espremida no tipiti (peneira indígena), que acompanha o típico pato ao tucupi, do Pará. Outros elementos da culinária nortista são: tapioca, farofas, canjica, mingau, mundico-e-zefinha (doce de cupuaçu com queijo de Marajó, feito com o leite de búfala), ariá (espécie de rabanete), etc.
Fonte: http://www.mundoeducacao.com.br/geografia/cultura-regiao-norte.htm
Os estados que compõem a região Norte do Brasil são: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. É a maior região brasileira em extensão territorial (3.853.397,2 km²), corresponde a aproximadamente 42% do território nacional, seu contingente populacional é de 15 milhões de habitantes, composto por indígenas, imigrantes: gaúchos, paranaenses, paulistas, nordestinos, africanos, europeus e asiáticos.
Todos esses fatores contribuem para a pluralidade cultural, composta por diversas danças, crenças, comidas, festas, entre outros aspectos que integram a cultura de um povo.
Os índios realizam inúmeros rituais, cada tribo expressa sua crença e tradição, havendo diferenciação nos elementos culturais. Em suas celebrações, os índios, normalmente, se pintam e usam vários acessórios, por motivos de vaidade ou questões religiosas.
Celebração indígena
O Círio de Nazaré é uma das maiores e mais belas procissões católicas realizadas no Brasil e no mundo. Reúne anualmente, cerca de dois milhões de romeiros numa caminhada de fé pelas ruas da cidade de Belém, capital do Estado do Pará, representado por um grandioso espetáculo em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, a mãe de Jesus.
A Festa do Divino é de origem portuguesa, uma da mais cultuadas em Rondônia, reúne centenas de fiéis nos meses de abril, maio e junho, proporcionando um belo espetáculo. Os festejos iniciam-se após a quaresma, com a saída da bandeira do Divino. A bandeira é vermelha e possui uma pomba branca, além de várias fitas coloridas.
Jerusalém da Amazônia é a segunda maior cidade cenográfica do mundo, onde se encena a Paixão de Cristo durante a Semana Santa. Esse é outro evento cultural de fundamental importância, realizado na região Norte.
A Folia de Reis é uma manifestação cultural muito comum nos estados que compõem a referida região, na qual se comemora o nascimento de Jesus Cristo, encenando a visita dos três Reis Magos à gruta de Belém para adorar o Menino-Deus. Dados relacionados a essa festa, afirmam que sua origem é portuguesa e tinha um caráter de diversão, simbolizando a comemoração do nascimento de Cristo.
Os Três Reis Magos
Na cidade de Taguatinga, localizada no sul do estado do Tocantins, as Cavalhadas acontecem durante a festa de Nossa Senhora da Abadia, nos dias 12 e 13 de agosto. O ritual inicia-se com a benção do sacerdote aos cavalheiros, juntamente com a entrega das lanças usadas nos treinamentos para a batalha ao imperador, simbolizando que estes estão preparados para se apresentarem em louvor a Nossa Senhora da Abadia e em honra ao mesmo. É a representação de uma batalha de cunho religioso entre mouros e cristãos, onde estes últimos acabam vencendo, e ocorre a submissão dos mouros ao cristianismo.
O Congo ou Congada é uma manifestação cultural de origem africana, mas com influência ibérica no que se refere à religiosidade. É popular em toda a região Norte do Brasil, durante o Natal e nas festividades de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.
A congada é a representação da coroação do rei e da rainha, eleitos pelos escravos, e da chegada da embaixada, que motiva a luta entre o partido do rei e do embaixador. Vence o rei, perdoa-se o embaixador. O término corre na igreja com a realização do batizado dos infiéis.

O Boi-Bumbá é uma vertente do Bumba-Meu-Boi, muito praticado no Brasil. É uma das mais antigas formas de distração popular. Foi introduzido pelos colonizadores europeus, correspondendo à primeira expressão de teatro popular brasileiro.
O Festival de Parintins é um dos maiores responsáveis pela divulgação cultural do Boi- Bumbá, realizado desde 1913. No Bumbódromo apresentam-se as agremiações Boi Garantido (vermelho), e o Boi Caprichoso (azul), sendo destinadas às mesmas, três horas para cada apresentação. São três noites de apresentação, nas quais são abordados, através das alegorias e encenações, aspectos regionais, como: lendas, rituais indígenas e costumes dos ribeirinhos. Anualmente, aproximadamente 35 mil pessoas prestigiam essa manifestação cultural.
Festival de Parintins
O artesanato no Norte é bem diversificado e os trabalhos são produzidos com fibras, coquinhos, cerâmica, pedra-sabão, barro, couro, madeira, látex, entre outros. São produzidos bichos, colares, pulseiras, brincos, cestarias, potes, etc.
Destacam-se os trabalhos artesanais indígenas, muito utilizados como enfeites, para compor a indumentária usada nos rituais e também para a produção de utensílios domésticos e na comercialização. Os Karajás são excelentes artesãos da arte plumária e cerâmica. Os Akwe (Xerente) são considerados o povo do trançado (cestaria) e os Timbiras (Apinajé e Krahô), são especialistas na arte dos trançados e artefatos de sementes nativas do cerrado.
O capim dourado é muito utilizado pelos artesãos tocantinenses, é uma planta exclusiva do estado, sendo mais comum no Jalapão. Na produção dos artesanatos, são feitas bolsas, potes, pulseiras, brincos, mandalas, chapéus, enfeites e suplast. Hoje são confeccionados aproximadamente 50 tipos de produtos, com uma característica peculiar - todos com formatos arredondados porque a fibra não permite ser dobrada.
Artesanato realizado com capim dourado
A culinária é influenciada pela cultura indígena, baseada na mandioca e em peixes. A carne de sol é bastante consumida pela população. Nas cidades de Belém e em Manaus, o tacacá é tomado direto na cuia indígena, espécie de sopa quente feita com tucupi, goma de mandioca, jambu (um tipo de erva), camarão seco e pimenta de cheiro. O tucupi é um caldo da mandioca cozida e espremida no tipiti (peneira indígena), que acompanha o típico pato ao tucupi, do Pará. Outros elementos da culinária nortista são: tapioca, farofas, canjica, mingau, mundico-e-zefinha (doce de cupuaçu com queijo de Marajó, feito com o leite de búfala), ariá (espécie de rabanete), etc.
Fonte: http://www.mundoeducacao.com.br/geografia/cultura-regiao-norte.htm
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